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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
O que é a classificação de Child-Pugh?
Proposto por C. G. Child e J. G.
Turcotte da Universidade de Michigan em 1964, esse sistema se propunha
inicialmente a classificar pacientes candidatos à cirurgia de descompressão
portal. Em 1972, foi modificado por Pugh, que eliminou o critério subjetivo de
avaliação nutricional, substituindo-o por um mais objetivo, o RNI. Hoje a
classificação de Child-Pugh tem se mostrado um bom fator preditivo da gravidade
da cirrose hepática - uma séria consequência das hepatites virais - e da
indicação de transplante hepático.
Esse escore se baseia em cinco
critérios que indicariam alteração de função hepática. São eles: bilirrubina
sérica, albumina sérica, ascite, distúrbio neurológico e tempo de protrombina. São
atribuídos pontos de acordo com os níveis desses indicadores (tabela 1).
A escala varia de 5 a 15 pontos, sendo os
indivíduos designados como Child A
os que obtiveram escore 5 ou 6, que seriam portadores de uma cirrose dita
“compensada”; Child B, aqueles que
alcançaram de 7 a
9 pontos; e Child C, os que tiveram
escore de 10 a
15 pontos, sendo os pacientes mais graves, portadores de uma “cirrose
descompensada”. Hepatopatas classificados como Child B ou C são considerados
candidatos a transplante de fígado.
Dessa forma, é possível identificar
os indivíduos mais graves, que teriam maior probabilidade de vir a óbito em
decorrência de doença hepática, e aqueles mais estáveis. Pode parecer que um
grupo de pacientes está sendo privilegiado, mas num universo restrito de
doadores, essa é a maneira mais justa encontrada para garantir que aqueles que
mais necessitam do transplante sejam contemplados, como confirma a Sociedade
Brasileira de Hepatologia:
Referências:
MINISTÉRIO DA SAÚDE. MANUAL DE PERÍCIA MÉDICA. Brasília: Editora MS, 2005.
ONGS e saúde: essa parceria funciona!
Autores: Mastroiani Rodrigues Costa Araújo (aluno da Faculdade de Medicina da UFMG) e Natália Lelis Torres (Aluna de Educação Física pela UFMG)
Associação Brasileira de Organizações
Não Governamentais [Internet], [acesso em 13 Out 2013]. Disponível em: http://abong.org.br/
ONGs é a sigla
para Organizações não Governamentais,
que são instituições criadas sem
ajuda ou vínculos com o governo, geralmente de fundo social e sem fins lucrativos. O
surgimento dessas organizações
deu-se pelo motivo da ineficiência dos
Governos e do poder público em geral, para suprirem todas as necessidades da
sociedade. Elas obtêm
recursos através de financiamento dos governos, empresas privadas, venda de
produtos e de doações da população em geral, além disso grande parte da mão de
obra que atua nas ONGS é formada por voluntários.
Estas organizações são caracterizadas por ações de
solidariedade nas políticas públicas e
atuam em diversas áreas como: meio ambiente, combate à pobreza, assistência
social, educação, desenvolvimento sustentável e saúde. Esta última área receberá
mais destaque neste texto.
As ONGs no campo da saúde expressam uma
nova construção social, que tem implicações nas políticas sociais e no fazer
profissional. Elas sempre estiveram integradas aos movimentos de lutas sociais
(como dos hansenianos, dos portadores de HIV-Aids e dos portadores de
transtorno mental), sendo que historicamente se constituíram um dispositivo de
novas práticas no campo da saúde estendendo inicialmente cuidados a grupos
excluídos do atendimento do Estado ou de órgãos públicos. Com a criação do
Sistema Único de Saúde (SUS), esta atuação estendeu o direito à saúde a todo
cidadão.
Existem
três diferentes perfis de ONGs no campo da saúde:
1 - Centrado na situação de saúde: neste segmento estão demandas de pessoa
com doenças “raras”, na maioria das vezes crônicas, com alto custo para
aquisição de medicamentos. Uma das principais características é a luta social
pelo acesso a medicamentos, além do enfrentamento do estigma e da discriminação
pela sociedade. Exemplos desse perfil são organizações de familiares e portadores
de diferentes doenças, como: HIV-Aids, transtorno mental, fibrose cística,
hepatites, etc.
2 - Centrado na dinâmica hospitalar: neste, o foco das demandas será o suporte
social dos usuários vinculados às instituições hospitalares. Caracteriza-se
pela existência de uma parceira entre a ONG e o hospital na complementaridade
das “lacunas” da política de saúde e da articulação com outras políticas
sociais. A atenção é voltada para a pobreza na interface com a saúde, cuja
ênfase é a materialidade no acesso a equipamentos, alimentação e medicamentos,
para a manutenção do tratamento da saúde (que deveriam estar sendo fornecidos
enquanto direito social).
3 - Centrado na prestação de serviços: neste grupo, a centralidade é na
prestação de serviços na área da saúde (médica e odontológica) para pessoas oriundas
de comunidade de baixa renda. A principal característica é que o trabalho é
composto por profissionais voluntários, calcados em propostas de prevenção e promoção
da saúde para população de baixa renda.
Qualquer que seja o perfil das ONGs,
sua importância é indiscutível não só no apoio ao paciente, mas como à sua família,
à comunidade e aos serviços de saúde. Fica claro que o papel dessas
organizações é aumentar o acesso de todos ao direito de saúde, seja por meio de
políticas sociais de conscientização ou por atuação ativa na comunidade.
Atualmente no país existem mais de 290,7
mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos destas, 54,1 mil atuam
nas áreas de saúde, educação, pesquisa
e assistência social. No país existe uma Associação Brasileira de
Organizações não Governamentais - ABONG, que articula movimentos sociais no
Brasil como forma de fortalecimento dos sujeitos e das lutas em prol dos
direitos humanos.
Referências:
RAMOS, S. O papel das ONGs na construção de políticas de saúde: a Aids, a saúde da
mulher e a saúde mental, Ciência & Saúde Coletiva, 9(4):1067-1078,
2008.
MACHADO, S. G. O Serviço Social nas
ONGs no campo da saúde: projetos societários em disputa, Serv. Soc. Soc., São
Paulo, n. 102, p. 269-288, abr./jun. 2010.
O cuidado com a automedicação do paciente com hepatite
Os remédios, sejam eles ingeridos, por via intramuscular ou intravenosa
passam por metabolismo hepático, processo chamado de biotransformação. Essa
biotransformação também ocorre nos rins e em outros tecidos, mas a maior
porcentagem dela ocorre no fígado. O objetivo desse metabolismo é transformar o
fármaco em uma substancia que possa ser excretada pelos rins. Alguns distúrbios
hepáticos influenciam nessa biotransformação, por isso a importância de
acompanhar e abordar todas as medicações que são utilizadas. Com a alteração da
biotransformação, pode-se aumentar a disponibilidade do fármaco no organismo de
forma que uma dose que seria terapêutica torna-se prejudicial para essas
pessoas
.
É importante lembrar
que acometimentos hepáticos também podem influenciar na produção de albumina -
uma proteína importante no "transporte" do fármaco. Enquanto o
medicamento está ligado a essa proteína, ele não está "ativo", por
isso quando se diminui a quantidade de albumina aumenta a quantidade de
"fármaco ativo" circulante. Como consequência da hipoalbuminemia
(baixa quantidade de albumina no sangue), da mesma forma que acontece com
a biotransformação, uma dose que seria terapêutica torna-se prejudicial.Além dos fatores já citados, o paciente que possui problemas hepáticos pode sofrer de uma alteração na circulação no fígado e isso pode alterar o metabolismo de primeira passagem (que é o metabolismo responsável por diminuir a quantidade da droga ativa que chegará a circulação sistêmica que é a circulação que leva o medicamento para os outros tecidos). Tal alteração também se relaciona com a necessidade de ajuste de dose nesses pacientes.
Os fatores acima foram abordados com o intuito de mostrar ao leitor a importância, em especial a esses pacientes, de abolir a automedicação. A avaliação de um ajuste de doses e de interação medicamentosa é fundamental para evitar efeitos indesejados. É importante que se entenda que medicamento não é só aquele "industrializado", mas também o chás caseiros, os medicamentos naturais. Convidamos os leitores a conversar sobre isso no próximo encontro com seu médico! Não se esqueça de falar para ele todos os medicamentos que você faz uso, inclusive os chás e ervas!
Fitoterapia: riscos e danos hepáticos
Autor: Mastroiani Rodrigues Costa Araújo - Aluno da Faculdade de Medicina da UFMG
Dessa forma, é possível
notar que um significante número de plantas e chás, ditos medicinais, e usados
de maneira rotineira, como medicações alternativas, têm sido implicados como causadores
de lesões hepáticas variadas. Deste modo, a investigação sistemática do uso de
chás caseiros deve ser realizada na pesquisa diagnóstica de doenças hepáticas
de difícil esclarecimento. A farmacovigilância dos fitoterápicos deve ser realizada para
identificar os efeitos indesejáveis desconhecidos, quantificar os riscos e identificar
os fatores de riscos e mecanismos, padronizar termos, divulgar experiências,
entre outros, permitindo seu uso seguro e eficaz.
Muitas substâncias, como agrotóxicos,
pesticidas, álcool e medicamentos de uso rotineiro, produzem lesões hepáticas. Algumas
plantas também são responsáveis por danos hepáticos e muitas delas são usadas
regularmente para fitoterapia e preparo de chás naturais.
Vários dos chamados fitoterápicos são
utilizados por automedicação ou por prescrição médica e a maior parte não tem o
seu perfil tóxico bem conhecido. O risco aumenta com a utilização de compostos
contendo várias plantas, com a seleção inadequada da porção atóxica da mesma e
pela contaminação química ou por micro-organismos em virtude do armazenamento
inadequado. Outros fatores que contribui para maior risco são a não informação
do paciente sobre o uso de plantas na consulta e o não reconhecimento pelos
médicos dos eventos adversos associados com o uso de fitoterápicos.
O diagnóstico das hepatopatias provocadas
por ervas é preponderantemente clínico e de difícil comprovação em virtude da
ausência de manifestações clínicas e bioquímicas específicas, sendo necessária a
exclusão de outras patologias hepáticas. A suspensão imediata do agente
responsável é ainda a melhor opção terapêutica, devendo evitar-se a sua
reintrodução ou mesmo a administração de substâncias com estruturas químicas semelhantes
em virtude do risco de desencadear doença hepática grave, às vezes com evolução
fatal.
A doença hepática induzida por
produtos naturais varia desde assintomáticas com alterações das enzimas
hepáticas até hepatites agudas ou crônicas, síndrome de obstrução sinusoidal e
mesmo cirrose hepática e hepatite fulminante. Além disto, muitos produtos
naturais podem interagir com medicamentos tradicionais, interferindo no seu
metabolismo e modificando sua ação terapêutica ou exacerbando seus efeitos
hepatotóxicos.
Algumas plantas comumente usadas
causadoras de hepatotoxicidade são:
- Alcaloides da
Pirrolizidína – As
principais espécies implicadas são Heliotropiun,
Senecio, Crotalaria e Confrei.Tem potencial
hepatotóxico bem conhecido, principalmente por produzir síndrome de obstrução
sinusoidal. Em altas doses induzem doença hepática aguda com dor abdominal,
hepatomegalia e ascite, icterícia também pode estar presente. Pode haver
hepatite fulminante e em exposição prolongada desencadeia hepatites crônicas e
cirrose. A mortalidade é alta, atingindo a 20 a 40% das pessoas expostas.
- Porangaba - (Cordia
salicifolia) – Conhecida
também como cafezinho, chá de mato, chá
de bugre, chá de frade tem como constituinte a alantoína. É responsável por
lesões tipo hepatocelular, com elevações discretas das aminotransferases.
-
Chá Verde – (Camellia sinensis) – É
uma das bebidas naturais mais consumidas no mundo, sendo utilizada como planta
medicinal para várias situações. Alguns poucos casos de hepatite do tipo misto
têm sido descritos com seu uso principalmente em mulheres. A lesão hepática do
tipo hepatocelular, de evolução benigna, mas hepatite fulminante já foi
descrita. Sua hepatotoxicidade praticamente inexiste, quando o chá é preparado
na forma tradicional, utilizando-se água fervente ao contrário dos produtos
industrializados que fornecem o chá nas preparações em cápsulas ou provocam seu
preparo com derivados hidroalcoólicos.
- Germander – Conhecida como erva cavalinha, é usada comumente para tratamento de dores
abdominais, obesidade e como antipirética. Gera manifestações clínicas de hepatite,
entre 3-18 semanas após início do seu uso, geralmente quando utilizada em doses
superiores a 600mg/ dia. Utilização prolongada induz hepatite crônica e cirrose
hepática. A desnutrição e a indução enzimática entre outros fatores favorecem a
hepatotoxicidade.
- Ervas
Chinesas – As principais em uso no Brasil são:
•Jin
Bu Huan – Usada como
analgésica e sedativa, pode produzir hepatite aguda e recentemente foi descrito
também o desenvolvimento de hepatite crônica pelo seu uso.
•
Syo-Saiko-To – Usada
como antipirética, tornou-se popular, ao ser utilizado em alguns países como
tratamento alternativo da hepatite C, havendo relatos da diminuição da
incidência do carcinoma hepatocelular com seu uso. No entanto pode haver agravamento
da hepatite C. Hepatite aguda e crônica, fibrose hepática, esteatose e colestase
têm sido relatadas com seu uso.
•
Ma-huang – É
relacionada com casos de hepatite aguda grave com manifestação colestática.
- Sacaca – (Croton
cajucara benth) – Comum
na Amazônia é usada popularmente para tratamento da obesidade e
hipercolesterolemia, pode causar hepatite aguda, crônica e até mesmo
fulminante.
- Kava-Kava – (Piper
methysticum) – Vários
relatos de hepatite aguda têm sido apresentados, alguns com evolução grave,
evoluindo para transplante hepático e mesmo para morte.
- Sena (Cássia
angustifólia) – Utilizada
como laxante, foi responsabilizada por hepatite aguda em pessoas que usavam doses
elevadas.
- Isabgol - (Plantago
ovata) – Usado na
constituição de muitos laxantes, tem sido relacionado como causador de hepatite
aguda, com presença de fibrose e células gigantes na histologia hepática.
- Valeriana - (Valeriana
offi cinallis) – Alguns
casos de hepatite aguda têm sido relatadas com seu uso, inclusive com hepatite
fulminante.
- Poejo - (Mentha
pulegium) – Seu
constituinte tóxico é a pulegona, pode produzir hepatite aguda e mesmo hepatite
fulminante.
- Quelidônia-maior -
(Chelidonium majus) –
Muitos são os relatos de hepatotoxicidade com seu uso, principalmente hepatites
colestáticas associadas a baixos títulos de autoanticorpos, sugerindo mecanismo
de autoimunidade, manifestado após períodos variados da sua ingestão.
- Cáscara Sagrada -
(Rhamnus purshiana) –
É utilizada principalmente como erva laxativa. Tem sido implicada como
causadora de hepatite colestática, mas também por lesão hepática mais
importante, como hepatopatia crônica.
- Chaparral - (Larrea
tridentata) – Tem
sido usada para tratamento de resfriados comuns e ultimamente até para doenças
mais sérias, como portadores do vírus HIV. Induz doença hepática aguda colestática.
Também foi descrita evolução para cirrose hepática e hepatite fulminante com
necessidade de transplante do fígado.
REFERÊNCIAS:
SILVEIRA,
P. F; BANDEIRA, M.A;DOURADO, P.S. Farmacovigilância e reações adversas às
plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade. Revista Brasileira de
Farmacognosia Brazilian Journal of Pharmacognosy 18: 618-626, Out./Dez. 2008.
SOUZA,
A.F.M. Hepatotoxicidade por Chás. Rev Suplemento Hepatotoxicidade - Fev2011 -
Normal. indd 22.
Portal
da saúde. Programa
nacional plantas medicinais e fitoterápicos. Acesso em 2013. Disponível
em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/plantas_medicinais.pdf
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
O que são hepatites? O que é hepatite viral?
Autores: Marianne Leal; Vinícius Duca (Acadêmicos de Medicina pela UFMG)
Hepatite é o nome
dado ao conjunto de lesões inflamatórias e necróticas que acometem o fígado de
forma difusa. Para entender melhor o que isso significa, precisamos compreender
o processo de inflamação e de necrose.
A inflamação é uma
resposta imunológica gerada pelo organismo que visa combater algum tipo de
agressão aos tecidos que formam nossos órgãos. Porém essa resposta imunológica,
além de combater os agentes agressores, na maioria das vezes também produz substancias
que são tóxicas para as nossas células, causando também a morte celular. A essa
morte celular dá-se o nome de necrose. Portanto as hepatites são doenças em que
um agente agressor às células do fígado gera uma resposta inflamatória no
organismo, que tenta reparar os danos que foram causados.
Os sintomas mais
comuns são:
- Febre
- Náuseas
- Vômitos
- Dores
musculares
- Icterícia
(pele amarelada)
- Acolia
fecal (fezes esbranquiçadas)
- Colúria
(urina muito escura, “cor de coca-cola”).
Porém é importante
ficar atento, pois a maior parte dos pacientes apresenta a forma assintomática
da doença.
As Hepatites podem
ter diferentes causas, sendo as mais comuns as causadas por vírus, por álcool e
outras drogas, e as auto-imunes. Aqui direcionaremos a abordagem desse texto
para as hepatites virais.
Nas hepatites virais
o agente causador da inflamação das células do fígado (hepatócitos) são os
vírus hepatotrópicos, ou seja, vírus que tem predileção por infectar as células
que constituem o fígado. Dependendo do tipo de vírus que infecta essas células,
as hepatite podem ser divididas em:
Hepatite A – Causadas pelo vírus HVA
Hepatite B –
Causadas pelo vírus HVB
Hepatite C – Causadas pelo vírus HVC
Hepatite D – Causadas pelo vírus HVD
Hepatite E – Causadas pelo vírus HVE
Os vírus são
partículas microscópicas que invadem as células e utilizam seus nutrientes e
sua maquinaria bioquímica para se multiplicar. Ao final do processo de
multiplicação, os vírus eclodem da célula, levando-a a morte. Ao morrer, essa célula
libera substâncias que atuam recrutando outras células do sistema imunológico
para chegar ao local. Quando chegam ao local da infecção, essas células imunológicas
liberam outras substâncias que tem capacidade de destruir as células infectadas
pelos vírus, mas também destroem células sadias próximas ao local da lesão. As
células imunológicas, além de liberarem essas substâncias lesivas, também
liberam substancias que estimulam a reparação do tecido onde houve morte
celular. Sendo assim, nas regiões inflamatórias do fígado, além de haver muita
morte celular, também há intensa multiplicação celular. Essa intensa
multiplicação celular é um alto fator de risco para o desenvolvimento de
tumores malignos do fígado.
Com a progressão da
Hepatite, se não tratada, a capacidade regenerativa das células funcionais
fígado pode ser perdida progressivamente, e novas células sem função hepática
ocuparão seu lugar, produzindo um tecido fibroso. A esse processo dá-se o nome
de Fibrose, e seu estágio mais avançado e grave é a Cirrose.
As hepatites virais
podem ser divididas em Agudas ou Crônicas. As agudas são hepatites que duram
menos de 6 meses e evoluem para a cura. As crônicas são as hepatites que o
vírus permanece infectando o organismo por mais de 6 meses, e são de resolução
mais difícil.
As hepatites virais
têm tratamento e podem evoluir para cura. O Sistema Único de Saúde – SUS
oferece o tratamento gratuito para todos que tiverem o diagnóstico positivo da
doença. Mas além do tratamento, o mais importante é a prevenção das hepatites,
tanto pela vacinação quanto pela adoção de hábitos de vida seguros. Ambos serão
abordados em cada tópico específico para os tipos de hepatites nas postagens a
seguir.
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