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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Como ter uma vida saudável?

Autores: Beatriz Moura Batista e Denise Mendonça Borges - Alunas da Faculdade de Medicina da UFMG
 
     Você sabe o que fazer para ter uma vida saudável? Provavelmente, você leitor logo pensou em uma alimentação balanceada rica em frutas, legumes, verduras. Uma vida saudável, no entanto envolve outras áreas além da alimentação: engloba atividade física, equilíbrio emocional, bons relacionamentos, lazer, higiene, prazer de viver. No entanto, objetivos tão amplos tendem a ser deixados de lado com o tempo. Nesse texto você encontrará algumas sugestões voltadas para uma vida saudável no portador de hepatite.

     Após o diagnóstico é essencial a orientação para o não-consumo de bebidas alcoólicas, prevenção da co-infecção com HIV, controle de distúrbios metabólicos, como hiperlipidemia, obesidade e diabetes. Além de buscar um acompanhamento médico, é importante que se converse sobre medos, angústias e perspectivas. Tão importanate quanto cuidar "do fígado" é cuidar e zelar pela saúde mental. Esses momentos merecem receber atenção especial, pois afetam não só o emocional e psicológico como também seu sistema imunológico.

    Uma alimentação saudável é também muito importante por fornecer nutrientes e energia para as atividades diárias, por contribuir para tornar a pessoa mais disposta e por fortalecer o sistema de defesa. Além disso, uma alimentação equilibrada previne a obesidade e é importante para evitar outros problemas associados, como doenças cardíacas e diabetes.  A prática regular de exercícios físicos é também indicada a todas as pessoas, por estimular o sistema imunológico, aumentar a disposição, a autoestima, aliviar o estresse, melhorar a depressão, entre outros benefícios para a saúde em geral.

      Apesar de todas as medidas para se melhorar a qualidade de vida de portadores de hepatite, sabe-se, entretanto, que a melhor alternativa é a prevenção que deve ser feita mesmo em pacientes já portadores para evitar a co-infeccao. No caso da hepatite A e da E (transmitidas pelo contato pessoa-pessoa e ingestão de água e alimentos contaminados), é muito importante melhorar as condições de higiene e de saneamento básico. No caso das hepatites B, C e D (transmitidas por relações sexuais sem proteção, por compartilhamento de materiais perfurocortantes contaminados, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o filho, durante a gestação), é importante o uso de preservativo durante todas as relações sexuais, não compartilhar matérias perfurocortantes, fazer o acompanhamento pré-natal (no caso das grávidas) e tomar as três doses da vacina (no caso da hepatite B).

domingo, 19 de janeiro de 2014

Álcool e fígado: essa combinação funciona?

Autor: Amanda Araújo Lana - Escola de Enfermagem da UFMG

     A mortalidade em adultos no Brasil, o álcool é o fator principal de risco para a carga de doença, contabilizando 11,4% de anos de vida perdidos por incapacitação sendo as maiores porcentagens para homens (17,3%) do que para mulheres (4,1%).

     A quantidade máxima de álcool recomendada é de 40g de álcool puro/dia para homens e de 20g/dia para mulheres, sendo 80g/dia a quantidade máxima estabelecida.

     A OMS estabelece que para evitar problemas com o álcool, o consumo aceitável é de até 15 doses/semana para homens e 10 para mulheres, sendo que 1 dose equivale a aproximadamente 350 mL de cerveja, 150 mL de vinho ou 40 mL de uma bebida destilada, considerando que cada dose contém entre 10 e 15 g de etanol.


As principais consequências para o fígado decorrente do álcool


Doenças decorrentes do consumo de álcool incluem Esteatose hepática que é depósito anormal de gordura no fígado e quanto mais prolongado e maior acumulo de gordura, maior o risco de lesão. Pode evoluir para hepatite gordurosa hepática e se não tratado progride para Cirrose.

O alcoolismo o principal fator etiológico para o surgimento da cirrose hepática, sendo associada ao consumo de cinco doses de álcool/dia por um período de cinco anos. É uma doença crônica em que ocorre a substituição do tecido hepático normal por fibrose difusa, rompendo com as estruturas e função do fígado.

Hepatite


O consumo crônico de bebidas alcoólicas pode modificar a história natural da hepatite crônica por este vírus, pois acelera a fibrose, aumentando o risco de cirrose e carcinoma hepatocelular.



Álcool e carcinoma hepatocelular (CHC)


A associação da doença mais frequente é com a cirrose, que é lesão precursora mais comum de CHC.



SINAIS E SINTOMAS RELACIONADOS AO USO AGUDO E CRÔNICO DE ÁLCOOL

·         Rubor e edema moderado da face;
·         Edemas (inchaço) das pálpebras;
·         Olhos lacrimejantes;
·         Hálito alcoólico;
·         Falta de coordenação motora;
·         Vertigens e desequilíbrio;
·         Suores;
·         Tremor fino nas extremidades




Referências:

Mincis Moysés ; Mincis Ricardo Doença hepática alcoólica acesso em 15/10/2013


Heckmann Wolfgang; Silveira Camila Magalhães
Dependência do álcool: aspectos clínicos e diagnósticos acesso em 15/10/2013

BASSOTTO, Maria Julia Stoever; SCREMIN, Luana Thomazette Cechin; BITTENCURT, Mariana Oriques; BARCELOS, Louise Muniz; RANGEL, Rosiane Filipin; ZAMBERLAN, Claudia; COSTENARO, Regina Gema Santini. ALCOOLISMO: CONSEQUENCIAS FISIOPATOLÓGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA acesso em 15/10/2013


Associação Brasileira dos portadores de hepatite acesso em 15/10/2013


sábado, 7 de dezembro de 2013

Vida ativa

Autor: Natális Lélis - Acadêmica de Educação Física pela UFMG

Enormes mudanças ocorreram no estilo de vida das pessoas nos últimos tempos – modernização das áreas de trabalho, correria do dia a dia, avanço da tecnologia, etc. - gerando um aumento na prevalência de sedentarismo na população mundial. Segundo o American College of Sport Medicine (ACSM), um indivíduo é caracterizado como sedentário quando de 4 a 7 dias semanais realiza menos de 30 minutos de atividade física.

O sedentarismo tem sido considerado um problema de saúde pública. De acordo com o mapa do sedentarismo mundial, no Brasil, de 40 a 50% dos homens e mais de 51% das mulheres são sedentários.



Como consequência da inatividade física podemos cogitar o surgimento de doenças crônicas degenerativas como o diabetes tipo 2, a dislipidemia e a hipertensão arterial, bem como a condição de obesidade.
O sedentarismo é combatido com a realização regular de atividade física, que, por sua vez, também tem sido recomendada direta e indiretamente como uma boa forma de prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares e outras doenças e agravos não transmissíveis.
Como benefícios da realização de exercícios físicos regulares podemos apresentar:
ü Aumento da irrigação e da capacidade de bombeamento do coração
ü Redução da pressão arterial em pessoas com hipertenção leve a moderada
ü  Diminuição dos níveis de colesterol total, de LDL (“colesterol ruim”) e de triglicerídeos no sangue
ü Aumento dos níveis de HDL (“colesterol bom”) no sangue
ü Efetiva redução e controle do estresse e diminuição da ansiedade
ü Fator importante na redução da gordura corporal e aumento da massa muscular, que pode ser fundamental na redução da concentração da glicose no sangue e auxiliar num melhor controle da glicemia.
ü Melhora da autoimagem e autoconfiança
ü Ótimo meio de socialização




Exercício físico e função do fígado
A gordura que ingerimos pela dieta é distribuída de diferentes maneiras no corpo humano. Boa parte dessa gordura é absorvida no intestino e conduzida no sangue pelo quilomícron, que por sua vez, contém em seu interior triglicérides e ésteres de colesterol.
O destino dessas partículas compreende os tecidos periféricos e o fígado. As moléculas que chegam ao fígado são metabolizadas e parte delas é reenviada para o sangue na forma de VLDL, LDL e HDL.
A prática regular de exercícios físicos associa-se a melhora do perfil lipídico: diminuição de triglicérides, VLDL e LDL e aumento do HDL. Ao ser capaz de provocar alterações em níveis moleculares no fígado, como a inibição da expressão de genes, o aumento de atividade enzimática e a diminuição de determinadas proteínas, o exercícios físico, em última análise, atua na diminuição da produção e distribuição de colesterol pelo fígado.   
Procure acompanhamento profissional
Antes de realizar qualquer atividade física, procure um médico para avaliar sua condição de saúde.
E para realizar o exercício físico procure um profissional de Educação Física, pois somente ele possui o conhecimento específico sobre exercício físico e manipulação de cargas de treinamento. 



Referências
LIRA, F. S. et al. Exercise intensity modulation of hepatic lipid metabolism. Journal of Nutrition and Metabolism. 2012
WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Fisiologia do esporte e do exercício. São Paulo: Manole, 2001.